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terça-feira, 4 de abril de 2023

Bitch - curta temporada na Sala Preta - Centro de Artes da UFPEL




BITCH é um solo criado por Alexandra Dias que parte da exploração da antropofagia no corpo. 

O solo é dançado por Maria Falkembach, evidenciando uma das características deste trabalho que é a possibilidade de transmissão e transformação. 






BITCH traz à cena um corpo que é aberto à incorporação do outro por meio da animação de todos os seus buracos como espaços de entrada e saída. BITCH é uma entidade mulher-canina, uma manobra antropofágica que busca reposicionar a palavra “cadela” como um termo que visa atingir mulheres de forma depreciativa, aproximando da antropofagia a estratégia de inversão e transformação de práticas autoritárias proposta pela teoria queer. 



A atriz-bailarina Maria Falkembach adiciona ao trabalho ao devorar a performance de uma porta-bandeira, questionando qual a bandeira que carregamos como mulheres na contemporaneidade. Hoje, carregar a bandeira do Brasil, e fazê-la passar por nossos buracos, é um modo de tornar essa bandeira parte do corpo. Bandeira essa que foi aviltada nos últimos anos, assim como nosso corpo de mulher, artista, professora.


Fotos: Josiane Franken
Temporada de 24/04 a 01/05 de 2023

sexta-feira, 13 de abril de 2018

LAMA - uma performance

Concepção e atuação de Maria Falkembach e Daniel Furtado

Como falar sobre a dificuldade ou a incapacidade do diálogo, o preconceito e a discriminação das pessoas por questões de gênero, cor, orientações sexuais, étnicas e outras, as várias formas de violência que sofremos no nosso dia-a-dia? LAMA – Uma performance traz para a cena uma discussão poética e política que é ao mesmo tempo o retrato do nosso tempo e do nosso país. Maria Falkembach e Daniel Furtado transitam entre textos, músicas e movimentos para realizar um espetáculo que vai do épico e do narrativo ao simbólico.

Atuando sem atravessamento de personagens, os atores/performers constroem diferentes cenas, onde é colocada a urgência por mudança de atitudes, a necessidade de se refletir sobre nossos comportamentos e ações cotidianas. A LAMA do título se refere tanto à lama no seu sentido concreto, aquela decorrente de uma barragem que há dois anos se rompeu em Mariana, Minas Gerais, e que devastou toda a bacia do Rio Doce, quanto aquela que, em sentido figurado, nos inunda e atropela cotidianamente. Para os criadores da Performance, “infelizmente a violação dos nossos direitos mais básicos, a violência daquele que não nos escuta, a intolerância, a LAMA que nos atropela, tem ocorrido com uma frequência cada vez mais assustadora no Brasil de hoje”.

Fotos: Josiane Franklin Corrêa.

domingo, 16 de agosto de 2015

Destecendo Penélope Bloom

Depois de bastante tempo ocupando outros papeis da criação cênica, é um prazer retomar aquilo que parece que sei fazer.


quarta-feira, 10 de junho de 2015

31st ISME World Conference on Music Education


Aqui o programa do evento com nossa participação