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sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

AXÊRO

Axêro estreou no Cine UFPEL no dia 24 de junho de 2022.

Curta dirigido por Maria Falkembach e protagonizado por Gessi Könzgen e Jão Cruz revê a história da cidade de Pelotas, sob a perspectiva de personagens negras e da cultura milenar africana

Trailer do filme




Fotos de Fabiano Gonçalves

Entrevista sobre o Axêro no Viração - Adufpel

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Terra de Muitos Chegares: performance como testemunho


Este ensaio busca apresentar questões que apontam para a potencialidade de criação de experiência e constituição de subjetividades na apresentação da obra de dança‐teatro Terra de Muitos Chegares, criação do grupo Tatá – Núcleo de Dança‐Teatro (programa de extensão da Universidade Federal de Pelotas). Desde uma perspectiva dos estudos da performance, levanta as questões a partir de depoimentos e perguntas formuladas por alguns espectadores da obra (em conversas realizadas após apresentações para escolas, entre o elenco e alunos e professores das escolas). Para tanto, traz discussões, instigadas por artigos de Rebeca Schneider e Diana Taylor, sobre o que permanece na performance e sobre a performance como evidencia da história. A partir de um olhar que convoca a articulação com diferentes perspectivas, este texto também se apropria das noções de experiência e de narração de Walter Benjamin e da noção de testemunho de Joan‐Carles Mèlich para tentar dar conta deste fenômeno e para pensar a educação, hoje, num momento que parece ávida por experiências e ética. 
 

Palavras‐chave: Performance, testemunho, narrativa, experiência

Originalmente publicado nos anais da X ANPED Sul, Florianópolis, 2014

sábado, 25 de abril de 2015

Tatá - o Documentário

Documentário sobre o modo de fazer do grupo Tatá e o processo de criação do espetáculo Tatá Dança Simões. Realizado por alunos integrantes do projeto Boca de Cena.

TATÁ - O DOCUMENTÁRIO








sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Dossiê Viewpoints da Revista Rascunho

Incluindo o artigo

FALKEMBACH, Maria; KÖNZGEN, Gess. Princípios Pedagógicos Inerentes aos Procedimentos dos Viewpoints: Possíveis contribuições para desenvolvimento de práticas artístico-pedagógicas.

http://www.seer.ufu.br/index.php/rascunhos/issue/view/1228

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Vídeo sobre o Tatá

Vídeo que os integrantes do Tatá fizeram para divulgar o trabalho do grupo.


                                 Clique aqui: Vídeo de apresentação do Tatá

quinta-feira, 28 de junho de 2012

"Tatá Dança Simões" no Theatro São Pedro, com entrada franca


Frequentar o Theatro São Pedro, seja em cena ou como espectador, é exercício de cidadania. Espaço que respeita o artista! Há todo o conforto para o público. Mas o acesso nem sempre é fácil.
No dia 08 de julho, as portas do São Pedro estarão abertas para todo cidadão! Um dos objetivos do Tatá é contribuir com o acesso à arte. Isto também significa acesso aos espaços em que o espetáculo aconteça com excelência, com todas as condições técnicas necessárias. O Theatro São Pedro tem história, faz história, e o desejo do Tatá é que, nesta história, não esteja incluída apenas a elite.
Na ação de abrir as portas do São Pedro, lembrei da música Santos do Morro, de Ana Maria Carvalho:
“meu São João abriu as portas do morro agora
a chave ele pediu para São Pedro
São Benedito fez café pras senhoras
Santo Antônio fez um casamento
E São Gonçalo tocou a viola”

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Tatá Dança Simões no Clube Ficahí pra Ir Dizendo

         A história oficial tem a versão daqueles que detêm os meios para contá-la e divulgá-la. E estes grupos nem sempre estão interessados na pluralidade das vozes que poderiam tecer uma versão da complexidade do que se passou.
Pelotas está comemorando 200 anos e vivendo um momento de reflexão sobre sua história. O grupo Tatá quer contribuir com essa remexida nos fatos significantes que constituem, hoje, esta comunidade.

No processo de criação de Tatá Dança Simões, o grupo, ao investigar as “raízes” de Pelotas, mediado por Simões Lopes Neto, foi parar na senzala. O Tatá conta, então, a sua versão, do que conseguiu reconstituir, no seu modo de reconstituir. Busca resgatar o vazio, a falta de sentido para a vida enfrentada por grande parte da população desta cidade. A este sentimento até então não experimentado, nomearam banzo. Entre outras coisas, o Tatá quer falar do banzo, quer traduzir, nos corpos em cena, a força, a dor e o vazio da palavra escravidão.

O Clube Ficahí é um referencial da cultura negra, em Pelotas, um lugar que atualiza e não ameniza os significados das palavras banzo e escravidão. E é neste espaço que o Tatá Dança Simões no dia 15 de junho.

Na história inspirada em Simões Lopes, já não há como enxergar, vive-se em pleno breu, a esperança de se ter novamente a luz contemplada foi extirpada, pois os olhos foram devorados. Aqui não é o vazio, mas a escuridão e o medo que são retratados.

Mesmo não tendo este objetivo no início de sua montagem, o espetáculo desconstrói o arquétipo do gaúcho para encontrar o ser humano que está por trás dele. Quem é este homem do extremo sul? A cultura e os sujeitos emanam da troca de experiências reunidas no cotidiano pelo nativo, pelo escravizado e o colono.

Com esse intuito, convidamos a todos para assistirem, no dia 15 de Junho, sexta-feira, às 21h, o espetáculo “Tatá Dança Simões”, que será realizado no Clube Ficahí, em comemoração aos duzentos anos de Pelotas, com entrada franca. Aqui teremos a oportunidade de unir um dos grupos referência de Dança-Teatro no RS, com o histórico Clube Ficahí, para contar com o corpo dos atores-bailarinos os grandes textos do maior nome pelotense das Letras, João Simões Lopes Neto.



“Eu, de mim, ignoro quem foi Romualdo. Contados os seus casos na prosa chata que se vai ler, muito perdem do sabor e graça originais; guarde porém o leitor a essência da historieta e repita-a, - por sua vez: recorte-a, enfeite-a com o brilho do gesto e da dicção, acrescente um ponto a cada conto.., e terá presente, imaginoso, criador, inesgotável.., serás tu próprio, leitor, o Romualdo, redivivo...” (Simões Lopes Neto)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Tatá Dança Simões no Dançapontocom

É um imenso prazer estar novamente em cena em Porto Alegre. Desta vez de modo diferente, invisível. Experimentar a direção de um grupo e a composição de materiais que não o meu corpo é um desafio maravilhoso.

O trabalho é sincero. Porque acredito nele, acredito em cada movimento de cada ator-dançarino, ou intérprete-criador – ainda não encontramos o termo correto, estes são emprestados.

Coordenar tantas vontades e ser um dos trampolins desses desejos não e tarefa fácil. Principalmente porque cada vez vai ficando mais claro que o que importa é a vontade. Vontade de estar junto, de construir junto, mesmo que separados.

Por isso tudo é muito importante a presença de vocês. Pessoas que compartilhei a construção de espaços cênicos, de presenças cênicas e de corpos cênicos, com a vontade (pelo menos a minha) de um mundo melhor, mais humano.

Espero vocês lá no Teatro Renascença, dia 28 de abril, sábado, às 21horas.

Grande abraço.

Maria.


sábado, 10 de setembro de 2011

Sobre a Filosofia da Finitude – primeiros escritos

Filosofia da finitude.

Cada vez que leio mais, mais me aproximo de uma possibilidade de narrar o trabalho que venho desenvolvendo. Um trabalho que foi se construindo. Não sei exatamente como começou. Acho que foi do medo de virar professora e nunca mais habitar um espaço cênico. Medo de virar professora e não ter mais de onde tirar o que sei ensinar. Também, coragem de encarar algo que acho que sei fazer e que nunca me arrisquei: coreografar, dirigir. Parece que sei da vida. Parece que sei olhar o mistério. É isso que me interessa, é a narrativa disso que acredito que pode contribuir de algum modo para desendurecer o peito das professoras. Para diminuir os saltos, amaciar as vozes metálicas, marejar os olhos fixos, tremer os ombros crispados, mover as virilhas intactas. Como escrever sobre isso sem cefaléias, tendinites e dores de minha escoliose? Escrever pensando em vocês, meus colegas agora, nesta contingência provocada pela Denise. Posso chamar isso de contingência? Que sorte a minha ter decidido fazer uma disciplina neste momento. Por que justo neste momento? E, a partir deste momento, torna-se irreversível.



Quando escrevi sobre dramaturgia do corpo (minha dissertação), apontei como uma condição fundamental para a configuração desta obra de arte, uma necessidade profunda do ator-dançarino em realizá-la. Essa necessidade que surge da busca pelo sentido da vida, de estar em cena e de criar. Nada se sustenta, o “texto” não se sustenta, se não há necessidade de dizê-lo, se não há sua vida implicada e imbricada em dizê-lo.

Estar em cena, esta ação de atualizar a dramaturgia corporal criada, é muito frágil. É um ato impreciso, que demanda uma técnica imprecisa, pela via negativa (Grotowski construiu em seu Teatro Laboratório uma proposta de técnica pela via negativa).


Minha leitura da Filosofia da Finitude de Mèlich me convoca a propor o estado de presentação do ator-dançarino como uma experiência exemplar da experiência poética da finitude. Vou me empolgando com as aproximações teóricas que começo a fazer, tenho que me cuidar para não virar tudo poesia e ficção da teoria. Mas tenho a experiência do hoje (hoje de manhã estivemos em mais uma escola) que coloca em meu olho, o olho de cada criança e de cada professora, que não me distancia do cheiro de escola, da poeira do chão da sala de aula, do riso constrangido e provocativo dos guris e das gurias.
Estou falando do Tatá Dança Simões, uma obra de dança-teatro que começou com a leitura de alguns textos do Simões Lopes Neto, autor pelotense, que escreveu sobre essa cidade, esse povo, nossos avós (tataravós, talvez). Não são quaisquer textos, são grandes obras, obras primas! Não porque os doutores disseram, mas porque produziram o que produziram em cada um dos alunos (dos cursos de Dança e de Teatro da UFPEL) que fazem parte do grupo, porque permitiram que cada um de nós fizesse o exercício da memória e da esperança. Exercício de reconhecer a herança da tradição e de buscar sentidos para isto. A partir disto, permitir que cada um seja narrador de sua experiência e da experiência do outro, um com o outro.
Volto para a fragilidade deste narrar. O próprio narrar, o estar em cena, é uma atualização (transformada) da memória, da experiência. Como construir a cada apresentação (ou presentação) um espaço e tempo outros que produzem novos sentidos e novas transformações? Se não há a produção deste se refazer de cada um dos atores-dançarinos, a experiência não acontece, a narração se torna informação e o público vai ver movimentos desprovidos de sentido e vida.
A cada dia, antes de começar o espetáculo, dá medo de não acontecer. Tudo conspira pra não acontecer. O cansaço dos atores-dançarinos, o despreparo de algumas professoras, a má vontade de outras, a falta de espaço apropriado, a hora do recreio, a desconfiança, a vontade de não se implicar. De repente, começa e acontece. Acredito que o que produz esse acontecimento é a ética implicada em cada movimento, em cada passo, em cada olhar.


O Tatá Dança Simões é uma experiência de relação entre passado e futuro – relação com mitos, ritos e narrativas. E cada ator-dançarino, em sua presentação, vive a presença inquietante e a expõe. Se expõe.

E o silêncio dos alunos que nos assistem? Torço para que seja da falta da palavra para narrar a experiência. Neste momento fico em dúvida sobre a relevância de fazer uma conversa com esses alunos depois.


Todas as fotos são de Rodrigo Migliorin

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Tatá em 2010 ... retornos




Os retornos que recebemos das escolas me emocionam. Me fazem acreditar nesse espaço concreto entre peles e devaneios. Me sinto uma chispa de idéia e de impulso no umbigo de cada criança.

Impossível postar todos, aqui, apenas alguns, pra compartilhar.